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domingo, 30 de setembro de 2012

Comentário ao Evangelho do dia (30/09) feito por Juliana de Norwich (1342-depois de 1416), mística inglesa


Revelações do amor divino, cap. 35-36
Face à misericórdia de Deus, reconhecer plenamente o nosso pecado
Deus é, em Si próprio, a justiça por excelência. Todas as Suas obras são justas, e estão ordenadas desde toda a eternidade pelo Seu elevado poder, pela Sua elevada sabedoria, pela Sua elevada bondade. Da mesma maneira que fez tudo pelo melhor, Ele trabalha sem cessar, conduzindo cada coisa ao seu fim. [...] A misericórdia é obra da bondade de Deus; e continuará a operar enquanto o pecado puder atormentar as almas justas. Quando essa permissão for retirada, [...] tudo será estabelecido na justiça, para assim permanecer eternamente.


Deus permite que caiamos. Mas protege-nos, pelo Seu poder e pela Sua sabedoria. Pela Sua misericórdia e pela Sua graça, eleva-nos a uma alegria infinitamente maior. É assim que Ele quer ser conhecido e amado, na justiça e na misericórdia, agora e para sempre. [...] Eu nada mais farei que pecar. Mas o meu pecado não impedirá que Deus opere. A contemplação da Sua obra é uma alegria celeste para uma alma cheia de temor, e que deseja sempre, e cada vez mais amorosamente, fazer a vontade de Deus, com a ajuda da graça.


Esta obra começará aqui na terra. Será gloriosa para Deus e enormemente vantajosa para aqueles que O amam na terra. Quando chegarmos ao céu, seremos testemunhas disso, numa alegria maravilhosa. Esta obra prosseguirá até ao último dia. A glória e a beatitude que daí virão subsistirão no céu, diante de Deus e de todos os Seus santos, para sempre. [...] Aí estará a alegria mais elevada: ver que o próprio Deus é o seu autor. O homem não é senão pecador. Parecia-me que Nosso Senhor me dizia: «Olha! Não tens aqui matéria para seres humilde? Não tens aqui matéria para amar? Não tens aqui matéria para te conheceres a ti própria? Não tens aqui matéria para te alegrares em Mim? Então, por amor de Mim, alegra-te em Mim. Nada Me pode agradar mais.»

Virgindade Perpétua de Maria:: Escritos de São Jerônimo – Capítulos 1 e 2

Acabei de encontrar aqui uma relíquia da fé católica que precisa ser digerida aos poucos. Estes escritos que tem cerca de 26 partes ou capítulos, foram redigidos por São Jerônimo, aquele mesmo que gastou boa parte da sua vida traduzindo a Bíblia para o latim. Este tratado que vamos publicando aos poucos a partir de agora, surgiu por volta do ano 383 dC, quando Jerônimo e Helvídio se encontravam em Roma, no tempo do papa Dâmaso.
A questão deste tratado era o seguinte: teria a Mãe de Nosso Senhor permanecido virgem após o nascimento de seu Filho? Helvídio afirmava que os Evangelhos mencionando os irmãos e irmãs do Senhor provavam que Maria teria tido outros filhos, baseando sua opinião nos escritos de Tertuliano e Vitorino. Com sabedoria, São Jerônimo vai rebatendo as teorias de Helvídio. Repito: Vamos mostrar este texto e capítulos. Sei que muitos de vocês ficarão com água na boca. Mas vale a pena ler este texto aos poucos, estudando cada capítulo postado e aproveitando para analisar a forma com que este grande santo em defende a Igreja de Cristo.
E fica uma pergunta: Se o homem que traduziu a bíblia para o latim defende biblicamente Nossa Senhora, como nossos queridos irmãos protestantes ousam usar da palavra de Deus para atacá-la?
Introdução – Capítulo 1
Há algum tempo, recebi o pedido de alguns irmãos para responder a um panfleto escrito por um tal Helvídio. Demorei para fazê-lo, não porque fosse tarefa difícil defender a verdade e refutar um ignorante sem cultura, que dificilmente tomou contato com os primeiros graus do saber, mas porque fiquei preocupado em oferecer uma resposta digna, que desmoronasse os seus argumentos.
Havia ainda a preocupação de que um discípulo confuso (o único sujeito do mundo que se considera clérigo e leigo; único também, como se diz, que pensa que a eloqüência consiste na tagarelice, e que falar mal de alguém torna o testemunho de boa fé) poderia passar a blasfemar ainda mais, caso lhe fosse dada outra oportunidade para discutir. Ele, então, como se estivesse sobre um pedestal, passaria a espalhar suas opiniões em todos os lugares.
Também temia que, quando caísse na realidade, passasse a atacar seus adversários de forma ainda mais ofensiva.
Mas, mesmo que eu achasse justos todos esses motivos para guardar silêncio, muito mais justamente deixaram de me influenciar a partir do instante em que um escândalo foi instaurado entre os irmãos, que passaram a acreditar nesse falatório. O machado do Evangelho deve agora cortar pela raiz essa árvore estéril, e tanto ela quanto suas folhagens sem frutos devem ser atiradas no fogo, de tal maneira que Helvídio – que jamais aprendeu a falar – possa aprender, finalmente, a controlar a sua língua.
Capítulo 2
Invoco o Espírito Santo para que Ele possa se expressar através da minha boca e, assim, defenda a virgindade da bem-aventurada Maria. Invoco o Senhor Jesus para que proteja o santíssimo ventre no qual permaneceu por aproximadamente dez meses, sem quaisquer suspeitas de colaboração de natureza sexual. Rogo também a Deus Pai para que demonstre que a mãe de Seu Filho – que se tornou mãe antes de se casar – permaneceu Virgem ainda após o nascimento de seu Filho.
Não desejamos entrar no campo da eloqüência, nem usar de armadilhas lógicas ou dos subterfúgios de Aristóteles. Usaremos as reais palavras da Escritura; [Helvídio] será refutado pelas mesmas provas que empregou contra nós, para que possa ver que lhe foi possível ler conforme está escrito, e, ainda assim, foi incapaz de perceber a conclusão de uma fé sólida.
Continua...

Fonte: Dominus Vobiscum

São Jerônimo - Ignorar as escrituras é ignorar a Cristo.


Cumpro o meu dever, obedecendo aos preceitos de Cristo, que diz: Examinai as Escrituras, e: Procurai e encontrareis, para que não tenha de ouvir o que foi dito aos judeus: Estais enganados, porque não conheceis as Escrituras nem o poder de Deus. Se, de facto, como diz o apóstolo Paulo, Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus, aquele que não conhece as Escrituras não conhece o poder de Deus nem a sua sabedoria. Ignorar as Escrituras é ignorar a Cristo.
Por isso quero imitar o pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e antigas, e também a esposa que diz no Cântico dos Cânticos: Guardei para ti, meu amado, frutos novos e antigos. Assim comentarei o livro de Isaías, apresentando o não apenas como profeta, mas também como evangelista e apóstolo. Ele próprio diz, referindo se a si e aos outros evangelistas: Como são belos, sobre os montes, os pés dos que anunciam boas novas, dos que anunciam a paz. E Deus fala lhe como a um apóstolo: A quem hei de enviar? Quem irá ter com este povo? E ele respondeu: Eis me aqui, enviai me.

Ninguém julgue que eu desejo explicar de modo completo, em tão poucas palavras, o conteúdo deste livro da Escritura, que abrange todos os mistérios do Senhor. Efectivamente, no livro de Isaías o Senhor é preanunciado como o Emanuel que nasceu da Virgem, como autor de prodígios e milagres, como morto, sepultado e ressuscitado de entre os mortos e como Salvador de todos os povos. Que dizer da sua doutrina sobre física, ética e lógica? Este livro é como um compêndio de todas as Escrituras e contém em si tudo o que a língua humana pode exprimir e a inteligência dos mortais pode compreender. Da profundidade dos seus mistérios dá testemunho o próprio autor quando escreve: Para vós toda a visão será como as palavras de um livro selado. Se se dá a quem sabe ler, dizendo: «Lê o por favor», ele responde: «Não posso, porque está selado». E se se dá a quem não sabe ler, dizendo: «Lê o por favor», ele responde: «Não sei ler».
E se parece débil a alguém esta reflexão, oiça o que diz o Apóstolo: As aspirações dos profetas sejam submetidas aos profetas, de modo que tenham possibilidade de falar ou de se calar. Portanto, os Profetas compreendiam o que diziam e por isso todas as suas palavras estão cheias de sabedoria e de sentido. Aos seus ouvidos não chegavam apenas as vibrações da voz; Deus falava ao seu espírito, como diz outro profeta: O Anjo falava em mim; e também: Clama nos nossos corações: Abba, Pai; e ainda: Escutarei o que diz o Senhor.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Padre Pio e o Papa



Seguem abaixo três histórias sobre Padre Pio contadas ineditamente no blog Christi Fidei, em que o santo de Gargano expõe de modo admirável sua veneração e seu amor pelo Santo Padre, o Papa. Um conforto para a nossa alma nesses tempos de crise de Fé, e uma potentíssima arma contra os inimigos do Romano Pontífice.

Agradecemos ao Frei Carlo Maria, do Convento di Santa Marie delle Grazie, em San Giovanni Rotondo, idealizador do projeto Casa di Riposo per frati anziani (Casa de Repouso para frades idosos) por nos presentear com tão belas histórias.

O texto é de Carlos Wolkartt.

*     *     *

Um frei chamado Francesco Antonelli estava sentado com Padre Pio próximo a uma janela, ao anoitecer. Após alguns minutos de silêncio, em que Padre Pio observava admirável a Lua, este disse a frei Antonelli: “Veja Francesco, posso não estar fisicamente perto do Papa, porém, me conforta saber que Ele existe, e que Nosso Senhor não nos abandonou. Ontem, o Papa admirava a Lua das janelas de Roma; hoje, eu admiro esta mesma criação de Deus da pobre janela deste convento. Vede, pois, quão bondoso é o Criador, que faz a Terra e os astros girarem para que eu me sinta mais perto do Papa.”

Certa vez, um coroinha [1] perguntou a Padre Pio: “Padre, quem é o Papa?”. Padre Pio lhe explicou caridosamente: “Meu pequeno filho, saiba que Jesus criou um lindo jardim, com belíssimas flores, e chamou doze jardineiros para ajudá-lo. Este jardim era tão querido por Jesus, que Ele escolheu, entre seus doze jardineiros ajudantes, um para que ficasse em seu lugar de Jardineiro chefe após sua volta ao Céu. E quando Jesus já estava lá em cima com Deus, mandou outro Jardineiro ainda mais potente para ajudar a cuidar de seu jardim. Agora veja meu filho: este belo jardim tão querido por Jesus é a Igreja, e o Jardineiro Chefe é o Papa. Quem Jesus enviou para ajudar o Jardineiro chefe a cuidar do jardim é o Espírito Santo. Este é o Papa: aquele que está no lugar de Jesus cuidando de seu lindo jardim.”

Uma senhora idosa confessa a Padre Pio: “Padre, por mais esforço que eu faça, não consigo enxergar o Papa como o substituto de Jesus no mundo”. Padre Pio então lhe diz: “Minha filha, quem não aceita o Papa como o Vigário de Cristo, também não pode aceitar Maria como Mãe de Deus. Olhe para Nossa Senhora: ela era uma frágil menina que foi escolhida por Deus para trazer Deus aos homens. Agora, olhe para o Papa: ele é um pobre homem que foi escolhido por Deus para levar os homens a Deus”. Após um breve momento de silêncio, Padre Pio continua: “Agora vá, e quando se arrepender, venha reconciliar-se com Deus” [2].

_______
Notas

[1] Não se tem certeza se o infante era um coroinha. Pode ter sido uma simples criança, mas se supõe que tenha sido, de fato, um ajudante do altar.

[2] No dia seguinte, esta senhora volta ao confessionário de Padre Pio e lhe diz: “Padre, esta noite sonhei com o Papa ajoelhado aos pés de Nossa Senhora. Acordei assustada, e chorei muito por ter cometido um pecado tão grave”. Padre Pio a absolveu, e ela se retirou.

 
Fonte: Padre Marcelo Tenorio

Quisera consolar-Vos...

 
 
"Quisera consolar-vos da ingratidão dos perversos, suplicando-vos que me tireis a liberdade de vos agravar. Se alguma vez cair por fraqueza, vosso Divino Olhar me purifique imediatamente a alma, consumindo todas as minhas imperfeições, como o fogo que transforma em si próprio todas as cousas..." 

Sta Teresinha de Lisieux, Ato de Oblação ao Amor Misericordioso.

Créditos: Amor e Pobreza

Comentário ao Evangelho do dia (27/09) feito por Santo Isaac

Santo Isaac, o Sírio (século VII), monge em Nínive, perto de Mossul
Discursos espirituais, 1ª série, n° 20


Herodes procurava ver Jesus

Como podiam os seres criados contemplar a Deus? A visão de Deus é tão terrível que o próprio Moisés afirma que teme e treme. Com efeito, quando a glória de Deus apareceu no monte Sinai (Ex 20), a montanha fumegava e tremia de medo sob o efeito da revelação; e os animais que se aproximavam das suas encostas morriam. Os filhos de Israel prepararam-se: obedecendo à ordem de Moisés, purificaram-se durante três dias a fim de serem dignos de ouvir a voz de Deus e de ver a Sua revelação. Ora, quando chegou o momento, não conseguiram assumir a visão da Sua luz nem receber a força da Sua voz de trovão.


Mas, agora que Ele espalhou a Sua graça pelo mundo com a Sua vinda, não foi através de um tremor de terra, nem através do fogo, nem anunciando-Se com uma voz tonitruante que apareceu, mas antes como o orvalho sobre o velo (Jz 6,37), como uma gota que cai docemente no solo. Foi sob outra forma que Ele veio até nós. Com efeito, cobriu a Sua grandeza com o véu da carne e fez desta um tesouro; viveu entre nós nessa carne que a Sua vontade havia formado no seio da Virgem Maria, a Mãe de Deus, para que, ao vê-Lo semelhante a nós e a viver entre nós, não ficássemos atormentados pelo medo ao contemplá-Lo. Foi por isso que aqueles que se cobriram com as vestes nas quais o Criador apareceu, com esse corpo de que Ele se revestiu, se revestiram do próprio Cristo (Gl 3,27). Porque desejaram ter no seu homem interior (Ep 3,16) a mesma humildade com que Cristo Se revelou na Sua criação e nela viveu, como Se revela agora aos Seus servos. Em lugar das vestes de honra e glórias exteriores, eles adornaram-se com essa humildade.

Fonte: Evangelho Quotidiano

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Hoje - Pe. Pio foi crismado!

27 de Setembro de - 1889 - Pe. PIO era 

CRISMADO



Roguemos a ele a fim de que , também nós, sejamos grandes Soldados de Cristo Rei


Fonte: Blog Padre Marcelo Tenório

Santa Teresinha e sua primeira Confissão

Ó minha Mãe querida! com que solicitude me preparastes, quando me explicastes que não era a um homem, mas ao Bom Deus que iria contar meus pecados. Disto estava tão convicta, que fiz minha confissão com grande espírito de fé, e cheguei até a perguntar-vos, se não seria mister referir ao Padre Ducellier que o amava de todo o meu coração, pois que em sua pessoa era ao Bom Deus que ia falar.

Bem instruída a respeito de tudo quanto devia fazer e dizer, entrei no confessionário e pus-me de joelhos. Quando, porém, abriu o postigo, Padre Ducellier não enxergou ninguém. Era tão pequena, que a cabeça não alcançava o parapeito, onde se apoiam as mãos. Então mandou-me ficar de pé. Obedecendo imediatamente, levantei-me e postei-me bem na frente dele para o ver melhor. Fiz minha confissão, como se fosse uma menina grande, e recebi sua bênção com grande devoção, porque me havíeis explicado que, nesse momento, as lágrimas do Menino Jesus purificariam minha alma. Lembro-me de que a primeira exortação que me foi feita, incitava-me principalmente a ter devoção à Santíssima Virgem, e prometi a mim mesma redobrar minha ternura para com ela. Ao sair do confessionário estava tão contente e lépida, como jamais sentira tamanha alegria na alma. Depois, tornava a confessar-me em todas as grandes festas litúrgicas, e para mim era cada vez um verdadeiro gozo, quando o fazia.

Sta Teresinha de Lisieux, História de Uma Alma.
Créditos: Amor e Pobreza

Os maus costumes - Santo Afonso Maria de Ligório


A falta de fé naqueles que vivem em pecado não nasce da obscuridade da fé. Embora Deus tenha desejado que as coisas da fé nos fossem em grande parte incompreensíveis e ocultas, para que tivéssemos merecimento em crer, contudo as verdades da fé se tornam evidentes pelos sinais que as manifestam. Não acreditar nelas seria não só imprudência, mas também falta de religião e loucura.
A fraqueza da fé de muitos nasce de seus maus costumes. Quem despreza a amizade de Deus para não se privar de prazeres ilícitos, desejaria que não houvesse lei que os proibisse, nem castigo para os que pecam. Faz tudo para evitar a reflexão sobre as verdades eternas, a morte, o juízo, o inferno, a justiça divina. Tudo isso lhe causa muito medo e torna amargo os seus prazeres. Espreme, então, o cérebro procurando razões, ao menos prováveis, para se persuadir ou se convencer que não existe alma, nem Deus, nem inferno. Assim poderíamos viver e morrer como o animal que não conhece lei nem razão.
A dissolução dos costumes é a fonte donde nascem e saem todos os dias tantos livros e sistemas materialistas indiferentistas, deístas e naturalistas. Uns negam a existência de Deus; outros negam a Providência Divina, dizendo que Deus, depois de criar os homens, não se importa mais com eles, sendo-lhes indiferente se o amam ou se o ofendem, se os homens se salvam ou se perdem. Outros negam a bondade divina, afirmando que Deus criou muitas almas para o inferno, forçando-as ele mesmo a pecarem para que assim se condenem e o almadiçoem para sempre no fogo eterno.
– Tudo isso é ingratidão e maldade dos homens! Deus os criou por sua misericórdia para os fazer eternamente felizes no céu. Encheou-os de tantas luzes, benefícios e graças, para que alcançássemos a vida eterna. Para esse mesmo fim ele os remiu com tantas dores e com tanto amor. E os homens se esforçam por não acreditar em nada, para se entregarem aos vícios e viverem à vontade.
Mas, não adianta! Por mais esforços que façam, nunca esses infelizes poderão libertar-se do remorso da má consciência e do temor da justiça divina. Certamente não poriam em dúvida as verdades da fé e acreditariam firmemente em todas as verdades reveladas por Deus, se deixassem os vícios e se dedicassem a amar a Jesus Cristo.
(A Prática do Amor a Jesus Cristo, Santo Afonso Maria de Ligório, editora Santuário, 1996, pág. 200)



Santa Hildegarda: orgulho e sensualidade serão os motores da revolta universal contra a Igreja. Semelhanças com a hora presente.

Olá, caríssimos irmãos, salve Maria!
O seguinte texto tem sido publicado, nos últimos tempos, em diversos blogs católicos, e achei bem de publicá-lo aqui também, pois trata de realidades muito sérias e graves. É incrível a semelhança dessas predições da grande Santa Hildegarda com o que temos presenciado em nossos dias. Vemos aí prevista a revolução marxista, a depravação dos costumes, o gayzismo, a perseguição contra a Santa Igreja Católica e talvez até as modas sensuais modernas.
De fato, devemos ter muito cuidado ao tentar fazer uma tentativa de interpretação das profecias dos Santos. Não podemos fazer que nem os hereges fazem com as Sagradas Escrituras, e a última palavra somente o Magistério da Santa Igreja pode nos dar.
Que fique bem claro que não defendemos a tese de que já estamos nos tempos finais, às vésperas do fim do mundo, como fazem algumas seitas protestantes e esotéricos por aí. Não nos foi dado saber até quando durarão essas coisas todas, antes do juízo final propriamente dito, se são séculos, milênios... Enfim, devemos ter muito cuidado, e cautela para não cairmos nas armadilhas que a antiga serpente, o mundo e a carne nos oferecem, de uma forma ou de outra, incluindo aí a soberba.

***

Santa Hildegarda viu no Apocalipse a descrição  de uma época de decadência muito parecida com a nossa
Santa Hildegarda viu no Apocalipse a descrição
de uma época de decadência muito parecida com a nossa

Prossegue Santa Hildegarda de Bingen, no comentário do Livro do Apocalipse:

“VIII. “E vi aparecer um cavalo esverdeado. Seu cavaleiro tinha por nome Morte; e a região dos mortos o seguia. Foi-lhe dado poder sobre a quarta parte da terra, para matar pela espada, pela fome, pela peste e pelas feras” (Ap 6,8).

“Isto se interpreta assim: o cavalo descrito deste modo é o tempo em que todas as coisas conformes com a lei e cheias da justiça de Deus serão consideradas nada, como as coisas sem cor, e então os homens dirão: ‘Não sabemos o que fazemos e os que nos deram estas ordens não sabiam o que diziam’.

“E assim, sem medo nem temor pelo julgamento de Deus, desprezarão todos os bens, persuadidos pelo diabo a fazer estas coisas.

“Mas Deus em sua cólera julgará estas obras e se vingará destruindo-as completamente, porque dará morte àqueles que não se arrependam e os condenará ao inferno. Nesse tempo, haverá por todas as partes da terra combates com a espada, os frutos da terra desaparecerão, e os homens morrerão de morte súbita ou pelas mordidas das feras.




“IX. A antiga serpente se regozija com todos estes castigos com os quais o homem se vê castigado na alma e no corpo. Ela que perdeu a glória celeste, não quer que o homem a alcance. Na verdade, quando percebeu que o homem ouviu seu conselho, começou a planejar fazer guerra a Deus, dizendo: ‘Através do homem, levarei a cabo todos os meus propósitos’.

"Deus em sua cólera julgará estas obras e se vingará
destruindo completamente as obras dos maus
“Pois, em seu ódio, inspirou todos os homens a se odiarem com o mesmo mau sentimento, para que se matassem uns aos outros. E disse: ‘Farei com que os homens morram, perdê-los-ei mais do que a mim mesma, que já estou perdida, porque eu estou viva, mas eles não estarão’.


“E enviou seu sopro para que a sucessão dos filhos dos homens se extinguisse, e então os homens se tomaram de paixão por outros homens, perpetrando atos vergonhosos.

“E a serpente, sentindo gozo nisso, gritou: ‘Esta é a suprema ofensa contra quem deu o corpo ao homem, que a forma deste desapareça, por ter evitado a relação natural com as mulheres’.

“É, pois, o diabo quem os persuade a se tornarem infiéis e sedutores, para se odiarem e se matarem, convertendo-se em bandidos e ladrões, porque o pecado da homossexualidade leva às mais vergonhosas violências e a todos os vícios.

“E quando todos estes pecados tiverem se manifestado ao mesmo tempo no povo, então a vigência da Lei de Deus será quebrada e a Igreja será perseguida como uma viúva.

O diabo inspirará as práticas homossexuais
visando extinguir o homem
“E os príncipes, os aristocratas e os ricos serão despojados de suas posses pelas pessoas de menor condição, e serão expulsos de cidade em cidade, sua nobreza será aniquilada e os ricos se verão reduzidos à pobreza.


“Todas estas coisas acontecerão quando a antiga serpente instilar no povo a vontade de mudar de roupas e costumes.

“Os homens obedecerão a ela, acrescentando aqui um detalhe, tirando outro em outro lugar, ansiosos de novidades e mudanças constantes.

“O antigo inimigo e todos os outros espíritos malignos, que perderam sua beleza, mas não o sopro da racionalidade, por medo de seu Criador não mostram a nenhuma criatura mortal a forma de sua perdição tal como ela é.

Urna com as reliquias da Santa, Bingen, Alemanha
“Mas com suas sugestões infundem insídias entre todos os homens, a cada um de um modo diferente, porque em todas as criaturas acham algo de sua malícia.

“Entretanto, Deus iniciou uma grande batalha contra a sua impiedade através da razão do homem que resiste aos raciocínios diabólicos e os confunde.


“Esta luta durará até o fim dos tempos, quando serão confundidos em tudo e por tudo, e o homem que os tiver vencido obterá como recompensa a vida eterna.”



(Fonte: Santa Hildegarda, Livro das Obras Divinas. Liber Divinorum Operum).
 
Fonte: As Aparições de La Salette e suas profecias

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Comentário ao Evangelho do dia (26/09) feito por São João Crisóstomo

(c. 345-407), Presbítero de Antioquia, Bispo de Constantinopla, Doutor da Igreja
4ª homilia sobre a 1ª epístola aos Coríntios

«A Tua majestade suprema é proclamada pela boca
das crianças, dos pequeninos» (Sl 8,3)

O que é tido como loucura de Deus, é mais sábio que os homens, e o que é tido como fraqueza de Deus é mais forte que os homens (1Cor 1,25). Sim, a cruz é uma loucura e uma fraqueza, mas só aparentemente. [...] A doutrina da cruz conquistou os espíritos de todo o mundo por meio de pregadores ignorantes. Esta doutrina abriu uma escola onde não se tratava de questões banais, mas de Deus e da verdadeira fé, da vida segundo o Evangelho, e do julgamento futuro. Assim, a cruz transformou em filósofos pessoas simples e iletradas. É por isso que a loucura da cruz é mais sábia que a sabedoria dos homens. [...]

Como é que é mais forte? Porque se propagou pelo mundo inteiro, porque submeteu os homens ao seu poder e resistiu aos inumeráveis adversários que gostariam de ver desaparecer o nome do Crucificado. Pelo contrário, esse nome desabrochou e propagou-se. [...] Os seus inimigos pereceram, desapareceram; os vivos que combatiam um morto foram reduzidos à impotência. [...] Com efeito, os filósofos, os oradores, os reis, em suma, a terra inteira, não foi capaz de imaginar o que os publicanos e os pecadores conseguiram fazer pela graça de Deus. [...] Era pensando nisso que o apóstolo Paulo dizia: «o que é tido como fraqueza de Deus é mais forte que os homens». De outro modo, como teriam aqueles doze pescadores pobres e ignorantes imaginado semelhante empreendimento?

Fonte: Evangelho Quotidiano

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O modo como Deus nos vê é o modo como nós somos

Sto Agostinho, nas suas especulações filosóficas, chegou à constatação de que ele não era a causa de si mesmo. Logo, devia sua existência a um outro. Esta assertiva pode parecer banal, mas a modernidade se caracteriza quase toda por negar esta verdade evidente.

As pessoas da antiguidade e do medievo se distinguem pela sobriedade e o bom senso de se saberem contingentes. Esta consciência lhes dá uma abertura para fora, para Aquilo que as causou e, diante do fato da morte, para aquilo que há para além deste vértice da vida natural. O homem se via como um ser entre duas eternidades e isto, pelo senso das proporções, lhe mantinha a modéstia e o respeito diante da dimensão do mistério.

A modernidade, no entanto, cortou as duas eternidades e rechaçou as investigações metafísicas, como se fossem qualquer coisa de misticismo, no mal sentido. Este tipo de filosofia de meia tigela produziu teóricos que afirmam bobagens como dizer que as coisas só existem porque o sujeito as percebe, etc.

Não mais o homem é colocado por um outro num mundo que já existia, mas, agora, ele existe primeiro e cria o mundo ao percebê-lo. Não é preciso muito esforço para reconhecer que isto é só uma faceta do sonho adâmico de querer ser como Deus.

Pois bem. Uma pessoa que siga um tal tipo de crença terminará por fazer da sua vida uma contínua falsidade. Primeiramente, porque terá uma visão totalmente equivocada da própria existência; depois, porque não aceitaria uma vida que lhe foi dada por Outro, reclamando para si autonomia absoluta.

Temos, então, um sujeito que está impossibilitado de realizar-se porque desconheceu o seu chamado individualíssimo e quis, ao invés disto, seguir os próprios devaneios.

 A constatação agostiniana de que o homem não é causa de si mesmo é importantíssima. S. Francisco de Assis, um santo que nunca teve aulas de Filosofia, partilhava, no entanto, da mesma sabedoria e a expressou e completou ao dizer que o homem é o que é diante de Deus, e nada mais*. Na verdade, para saber disso, não é preciso estudar filosofia, mas tão somente ter bom senso. Em S. Francisco, porém, esta percepção é agudíssima e significa: não importa o que os homens façam nem as suas conquistas e realizações, se estas conquistas e realizações somente o são segundo seus critérios pessoais. Existem critérios reais pelos quais uma coisa se torna conquista e realização ou, ao contrário, se converte em mero fracasso floreado, em excremento enfeitado de lacinho e borrifado com lavanda.

Se alguém chega a ser aclamado como gênio mas, diante de Deus, ele não passa de um idiota, a verdade é que ele é um idiota. Eis a imbatível e irrefutável filosofia franciscana.

Com base nisto, o que deveríamos fazer? Deveríamos harmonizar os nossos critérios com os de Deus.

O que Deus entende por bem, é o bem. O que Deus entende por inútil, é inútil. A conversão passa por aí: é uma adaptação de si mesmo a Deus, e não uma adaptação de Deus a si, como têm tentando fazer alguns, com resultado risível. É justamente por isto que a vida devota é por vezes referida como um processo de morte pelo qual obtemos a vida. Quem se apega à própria vida, isto é, aos seus conceitos pessoais, ao seu modo único de ver, etc., vai terminar não encontrando a vida de fato. Quem, ao contrário, aceita perder-se e desapega-se de si mesmo, encontrará o Caminho, a Verdade e a Vida, que o ensinará e o fará ver.

A nossa época é particularmente imbecil porque é a época em que cegos se vangloriam da própria cegueira e da própria escuridão, desprezando a luz e a visão. Tudo isto, contudo, não é mais que soberba e revolta. E as consequências desta infantilidade são seríssimas e podem se estender pela eternidade.

De tudo isto, podemos concluir que o modo como Deus nos vê é o modo como nós somos. Não é aviltar a nossa dignidade reconhecermos que não somos deuses. Bem pelo contrário. A nossa grandeza está em justamente aceitar e amar a nossa condição de criaturas d'Ele, elevadas à condição de Filhos. Por ora, nós não podemos ter a dimensão exata do que isto significa, por mais que tentemos. Mas é algo grandioso...

Ordenemos as nossas vidas, os nossos valores, os nossos conceitos com o Cristo e, desse modo, passaremos a viver de substância, e não mais da vã fumaça da nossa vaidade.
--
* A frase franciscana completa a de Sto Agostinho porque, enquanto a de Agostinho se restringe estritamente ao início, a de S. Francisco faz referência a toda a vida, isto é, à condição da nossa total contingência e dependência de Deus que nunca cessa. Deus não apenas cria, mas sustenta na existência e tudo quanto existe, só existe por meio d'Ele. Esta existência diz respeito não somente a entes materiais, mas também a valores, como a bondade, a virtude, a honra, etc. Jesus o expressa ao dizer: "Só Deus é bom", isto é, não há bondade alternativa. S. Paulo, por sua vez, escreve: "n'Ele existimos, nos movemos e somos."

Fonte: Amor e Pobreza

domingo, 23 de setembro de 2012

Comentário ao Evangelho do dia (23/09) feito por São Máximo de Turim

Bispo - Sermão 58; PL 57, 363

«Quem receber um destes meninos em Meu
nome é a Mim que recebe»

Todos nós, cristãos, somos o corpo de Cristo e Seus membros, afirma o apóstolo Paulo (1Co 12,27). Aquando da ressurreição de Cristo, todos os Seus membros ressuscitaram com Ele; passando dos infernos para a Terra, Ele fez-nos passar da morte para a vida. O termo «páscoa» em hebraico significa passagem ou partida. Ora, este mistério é o da passagem do mal ao bem. E que passagem! Do pecado para a justiça, do vício para a virtude, da velhice para a infância. Refiro-me à infância que está ligada à simplicidade e não à idade. Pois também as virtudes têm a sua idade própria. Ontem a decrepitude do pecado conduzia-nos ao declínio. Mas a ressurreição de Cristo faz-nos renascer na inocência das crianças. A simplicidade cristã torna sua a infância.

A criança não sente rancor, não conhece a fraude, não ousa bater. Assim sendo, esta criança que é o cristão não se exalta se for insultada, não se defende se for despojada, não devolve os golpes se lhe baterem. O Senhor exige mesmo que ela reze pelos seus inimigos, que entregue a túnica e o casaco aos ladrões e que ofereça a outra face aos que a esbofeteiam (Mt 5,39ss).
 
A infância de Cristo ultrapassa a infância dos homens. [...] Esta deve a sua inocência à fraqueza, aquela à virtude. E ela é ainda digna de mais elogios: o seu ódio ao mal emana da vontade e não da impotência.

Fonte: Evangelho Quotidiano

sábado, 22 de setembro de 2012

Poema de Santa Teresa D'Ávila - Verdadeiro amor a Deus




Não me move, meu Deus, para querer-te
O céu que me hás um dia prometido:
E nem me move o inferno tão temido
Para deixar por isso de ofender-te.

Tu me moves, Senhor, move-me o ver-te
Cravado nessa cruz e escarnecido.
Move-me no teu corpo tão ferido
Ver o suor de agonia que ele verte.

Moves-me ao teu amor de tal maneira,
Que a não haver o céu, ainda te amara
E a não haver o inferno te temera.

Nada me tens que dar porque te queira;
Que se o que ouso esperar não esperara,
O mesmo que te quero te quisera.

(Santa Tereza de Jesus) 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Como se há de percorrer o caminho que leva à Fonte - Santa Teresa D'Avila

 
"Lutai como fortes até morrer no combate. 
Não estais aqui para outra coisa, senão para pelejar"

Não vos espanteis das muitas coisas que é necessário considerar antes de iniciar esta viagem divina, caminho real para o céu. Indo por ele, ganha-se inestimável tesouro. Não é muito que, a nosso parecer, custe caro. Tempo virá em que se entenda como tudo é nada em comparação de tão grande prêmio.
Voltando agora aos que o querem seguir sem parar, até o fim, até chegar a beber desta água de vida, direi como se há de principiar.
Importa muito, e acima de tudo, uma grande e firme determinação de não parar até chegar à fonte de água viva, venha o que vier, suceda o que suceder, custe o que custar, murmure quem murmurar, quer chegue ao fim, quer morra no caminho, ou falte coragem para os sofrimentos que nele se encontram. Ainda que o mundo venha abaixo havemos de prosseguir. (...)
Por conseguinte, nada de temores. Nunca façais caso da opinião alheia. Olhai que não estamos em tempo de se dar crédito a todos, mas só aos que realmente se conformam à vida de Cristo. Procurai a limpeza de consciência e humildade, desprezo de todas as coisas do mundo e fé inabalável no que ensina a santa Madre igreja. Ficai seguros de estar no bom caminho. Deixai-vos de temores, repito, onde não há que recear. Se alguém procurar assustar-vos, declarai-lhe humildemente vosso caminho.
Sta Teresa D'Avila, Caminho de Perfeição
 
Créditos: GRAA

Comentário ao Evangelho do dia (21/09) feito por Santo Agostinho

Bispo de Hipona (Norte de África), Doutor da Igreja
Comentário sobre a primeira carta de João, § 8,10

«Prefiro a misericórdia»

Ao amar o teu inimigo, desejas que ele seja para ti um irmão. Não amas o que ele é, mas aquilo em que queres que ele se torne. Imaginemos um pedaço de madeira de carvalho em bruto. Um artesão hábil vê essa madeira, cortada na floresta; a madeira agrada-lhe; não sei o que ele quer fazer dela, mas não é para a deixar como está que o artista gosta dela. A sua arte faz com que veja em que é que se pode transformar essa madeira; o seu amor não é dirigido à madeira em bruto; ele ama o que fará com ela e não a madeira em bruto.

Foi assim que Deus nos amou quando éramos pecadores. Na verdade, Ele disse: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes». Ter-nos-ia Ele amado pecadores para que permanecêssemos pecadores? O Artesão viu-nos como um pedaço de madeira em bruto, vindo da floresta, e o que tinha em vista era a obra que nela faria, não a madeira em si, nem a floresta.

Contigo passa-se a mesma coisa: vês o teu inimigo opor-se-te, encher-te de palavras mordazes, tornar-se rude nas afrontas que te faz, perseguir-te com o seu ódio. Mas tu estás atento ao facto de ele ser um homem. Vês tudo o que esse homem fez contra ti, mas também vês nele aquilo que foi feito por Deus. Aquilo que ele é, enquanto homem, é obra de Deus; o ódio que te tem é obra dele. E que dizes tu para contigo? «Senhor sê benevolente para com ele, perdoa-lhe os pecados, inspira-lhe o Teu temor, converte-o.» Não amas nesse homem aquilo que ele é, mas aquilo que queres que ele venha a ser. Assim, quando amas um inimigo, amas nele um irmão.

Fonte: Evangelho Quotidiano

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

São Francisco de Assis, Pobreza e Simplicidade

Seu amor pela altíssima pobreza fez com que o homem de Deus aumentasse seu tesouro de santa simplicidade. Ele mesmo nada possuía de próprio desse mundo, mas parecia proprietário de todas as coisas e de todos os bens em Deus, Criador do mundo. Tinha uma visão , uma atitude de espírito, semelhante à simplicidade da pomba; tudo o que via, sua contemplação o colocava em relação ao soberano Artífice. Em cada objeto descobria o Criador, amando-o e louvando-o. Desse modo, por um favor da bondade do céu, chegou a possuir tudo em Deus e Deus em tudo. Pelo hábito de retornar sempre à origem de todas as coisas, dava o nome de Irmão e Irmã às criaturas, mesmo às mais humildes, uma vez que elas e ele haviam nascido do mesmo princípio. No entanto, tinha mais simpatia e amor por aquelas que, por sua natureza ou pelo simplismo bíblico, lembram o amor e a brandura de Cristo. Por isso os animais sentiam-se atraídos a ele, e mesmo as coisas inanimadas obedeciam à sua vontade, como se a simplicidade e a justiça do santo o tivessem já feito voltar ao estado de inocência original.  

S. Boaventura, Legenda Maior, As Virtudes Com Que Deus o Distinguiu

Créditos: GRAA

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Comentário ao Evangelho do dia (19/09) feito por São Basílio

Monge, Bispo de Cesareia da Capadócia, Doutor da Igreja
Prólogo às Regras Maiores

Deus convida-nos incansavelmente à conversão

Irmãos, não nos deixemos ficar na indiferença e no desleixo; não adiemos sempre para amanhã ou mais tarde, com ligeireza, o momento de pormos mãos à obra. «É este o tempo favorável, é este o dia da salvação», diz o apóstolo Paulo (2Co 6,2). Agora é o tempo da penitência, mais tarde será o da recompensa; o presente é o tempo da perseverança, e um dia virá o da consolação. Agora, Deus vem em auxílio daqueles que se afastam do mal; mais tarde, Ele será o juiz dos actos, das palavras e dos pensamentos dos homens. Hoje, usufruímos da Sua paciência; conheceremos a justiça dos Seus julgamentos no momento da ressurreição, quando cada um de nós receber consoante as obras realizadas.

Até quando adiaremos obedecer a Cristo, que do Seu Reino celeste nos interpela? Não desejaremos nós a purificação? Quando nos decidiremos a abandonar o tipo de vida que levamos para seguirmos o Evangelho com radicalidade?

Fonte: Evangelho Quotidiano

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Comentário ao Evangelho do dia (18/09) feito por Santo Ambrósio

Bispo de Milão, Doutor da Igreja
Sobre o Evangelho de São Lucas, V, 89

As lágrimas de uma mãe

A misericórdia divina compadece-se das lágrimas desta mãe. Ela é viúva; o sofrimento e a morte do seu filho único abalaram-na profundamente. [...] Parece-me que esta viúva, rodeada por uma grande multidão, é mais do que uma simples mulher que merece, pelas suas lágrimas, a ressurreição de um filho jovem e único. Ela é a imagem da própria Santa Igreja que, através das suas lágrimas, no meio do cortejo fúnebre e até ao túmulo, consegue chamar à vida o jovem povo que é o mundo. [...]
Porque à palavra de Deus os mortos ressuscitam, recuperam a voz e a mãe reencontra o seu filho; ele é chamado do túmulo, arrancado ao sepulcro. Que túmulo é este para vós senão a vossa má conduta? O vosso túmulo é a falta de fé. [...] Cristo liberta-vos deste sepulcro; saireis do túmulo se escutardes a palavra de Deus. E, se os vossos pecados forem demasiado graves para poderem ser lavados pelas lágrimas da vossa penitência, intervirão por vós as lágrimas da vossa mãe, a Igreja. [...] Ela intercede por todos os seus filhos como o faria por outros tantos filhos únicos. Com efeito, ela está repleta de compaixão e sente uma dor espiritual muito maternal quando vê os seus filhos serem arrastados para a morte pelo pecado.

Fonte: Evangelho Quotidiano

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Comentário ao Evangelho do dia (17/09) feito por São Francisco de Assis

Fundador da Ordem dos Frades Menores - Primeira Regra, 17

«Não sou digno de que entres debaixo do meu tecto»

No amor que é Deus, suplico a todos os meus irmãos - aos que pregam, aos que oram, aos que trabalham manualmente, aos clérigos e leigos - que invistam na humildade em tudo: que não se ufanem, que não encontrem alegria ou se orgulhem interiormente com as boas palavras e as boas acções que Deus diz ou realiza por vezes neles ou através deles. Pois diz o Senhor: «não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem» (Lc 10,20). Convençamo-nos firmemente de que, por nós, só temos erros e pecados. Rejubilemos antes nas provações que temos de suportar na alma e no corpo, e em todo o tipo de angústias e de tribulações neste mundo, com vista à vida eterna.

Irmãos, evitemos o orgulho e a vã glória. Evitemos a sabedoria deste mundo e a prudência egoísta. Pois aquele que é escravo das suas tendências egoístas investe muito esforço e aplicação na formulação de discursos, mas muito menos na passagem aos actos; em lugar de procurar a religião e a santidade interiores do espírito, quer e deseja uma religião e uma santidade exteriores e visíveis aos olhos dos homens. É sobre eles que o Senhor diz: «Em verdade vos digo, receberam a sua recompensa» (Mt 6,5). Pelo contrário, aquele que é dócil ao Espírito do Senhor quer mortificar e humilhar aquilo que é egoísta, vil e abjecto na carne. Dedica-se à humildade e à paciência, à simplicidade pura e à verdadeira paz de espírito; aquilo que deseja sempre e acima de tudo é o temor de Deus, a sabedoria de Deus e o amor de Deus Pai, Filho e Espírito Santo.

Fonte: Evangelho Quotidiano

sábado, 15 de setembro de 2012

Nossa Senhora das Dores - 15/09

 
 
Faze, ó Mãe, fonte de amor,
que eu sinta em mim tua dor,
para contigo chorar.
Faze arder meu coração,
partilhar tua paixão
e teu Jesus consolar.
E santa Mãe, por favor,
faze que as chagas do amor
em mim se venham gravar.
O que Jesus padeceu
venha a sofrer também eu,
causa de tanto penar.
Ó dá-me, enquanto viver,
com Jesus Cristo Sofrer,
contigo sempre chorar!
Quero ficar junto à cruz,
velar contigo a Jesus,
e o teu pranto enxugar.
Quando eu da terra partir,
para o céu possa subir,
e, então, contigo reinar.
(Hino das Laudes)
Fonte: Santa Igreja
Créditos: GRAA

Jesus tem sede amor - Santa Teresinha do Menino Jesus





Eis aí tudo o que Jesus exige de nós. Não precisa de nossas obras, mas unicamente de nosso amor, pois o mesmo Deus [que] declara não ter necessidade de dizer-nos, quando está com fome, não se corre de mendigar um pouco de água à Samaritana. Tinha sede... Mas, quando disse: "dai-me de beber" (Jo 4,7), era o amor de sua pobre criatura que o Criador do Universo reclamava. Tinha sede de amor... Oh! sinto mais do que nunca, Jesus está com sede. Entre os discípulos do mundo, só encontra ingratos e indiferentes; entre seus próprios discípulos, infelizmente, só encontra poucos corações que a Ele se entreguem sem reserva, que compreendam toda a ternura de seu amor infinito.

 

Sta Teresinha de Lisieux, Carta à Irmã Maria do Sagrado Coração.
 
Créditos: GRAA

Comentário ao Evangelho do dia (14/09) feito por São João Crisóstomo

Presbítero de Antioquia, Bispo de Constantinopla, Doutor da Igreja Homilia sobre a Cruz e o Ladrão, 1; PG 49, 399-401



«Assim também é necessário que o Filho do Homem seja erguido ao alto, a fim de que todo o que n'Ele crê tenha a vida eterna» Hoje Nosso Senhor Jesus Cristo está na cruz e nós festejamos, para que saibamos que a cruz é uma festa e uma celebração espiritual. Outrora a cruz significou um castigo, agora tornou-se objecto de honra. Outrora símbolo de condenação, ei-la agora princípio de salvação. Pois ela é para nós a causa de numerosos bens: libertou-nos do erro, iluminou-nos nas trevas e reconciliou-nos com Deus; tínhamo-nos tornado para Ele inimigos e estranhos, e ela deu-nos a Sua amizade e aproximou-nos d'Ele. A cruz é para nós a destruição da inimizade, o garante da paz, o tesouro de mil bens.

 Graças a ela não erramos já pelos desertos, porque conhecemos o verdadeiro caminho. Não ficamos de fora do palácio real, porque encontrámos a porta. Não receamos as armas ardentes do diabo, porque descobrimos a fonte. Graças a ela já não somos viúvos, porque descobrimos o Esposo. Não temos medo do lobo, porque temos o bom pastor. Graças à cruz não tememos o usurpador, porque nos sentamos ao lado do Rei.

Eis porque estamos contentes ao festejar a memória da cruz. O próprio São Paulo nos convida para a festa em honra da cruz: «Celebremos, pois, a festa, não com o fermento velho nem com o fermento da malícia e da corrupção mas com os ázimos da pureza e da verdade» (1Co 5,8). E a razão para isso: «Cristo, nosso cordeiro pascal, foi imolado» (v. 7).

Evangelho Quotidiano
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